quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

ORIANA APORTOU HOJE EM SANTARÉM

Dando sequência a temporada de cruzeiros 2016/2017, o transatlântico de bandeira inglesa, o Oriana aportou hoje (09/02) no município de Santarém trazendo a bordo 2.640 pessoas, dentre as quais 1.880 são turistas e 760 tripulantes


O receptivo dos turistas iniciou no porto da Companhia Docas do Pará ao som do carimbó, resultado de uma ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Turismo (SEMTUR) e Secretaria Municipal de Cultura (SEMC). Dando sequência ao city tour, o outro atrativo turístico a ser visitado pelos cruzeiristas será o Centro Cultural João Fona (CCJF), que se preparou para receber os grupos de turistas em dois horários, as 09:00 horas e as 13:00 horas. No CCJF, os turistas também terão a oportunidade de assistir a apresentação do grupo Mistura de Carimbó, além de apreciar a exposição da cerâmica Tapajó e receber informações sobre o prédio histórico que abriga o centro cultural.
Foto: SEMTUR

Foto: SEMTUR

Temporada

A temporada de cruzeiros 2016/2017 iniciou em Novembro de 2016 com a visita do transatlântico Sirena, que trouxe a bordo 668 turistas e 400 tripulantes.

Em fevereiro deste ano, está prevista a visita de mais dois navios. No próximo sábado (11/02) chega à Santarém o Regatta, que trará a bordo 835 turistas e 499 tripulantes. Já no dia 25/02 será a vez do Prisendam.

A temporada segue até Junho de 2017 quando encerrará com a visita do navio Seven Seas Navigator.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PARÁ BATE A MARCA DE 1 MILHÃO DE TURISTAS PELO TERCEIRO ANO SEGUIDO

Mais de um milhão de turistas e R$ 700 milhões foram gerados com a atividade turísticas no Pará em 2016. Pelo terceiro ano seguido, mesmo diante do cenário de crise nacional, o Pará repetiu a marca superior a um milhão de visitantes. O fluxo de turistas estrangeiros também cresceu. Estes foram os principais números apresentados pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesta terça-feira (7), para a imprensa e membros do trade turístico.

Na esquina dos Rios Amazonas e Amazonas
Foto: Renata Paulo
"Sem os empresários não existem estatísticas de qualquer atividade econômica. As estatísticas são importantes para a compreensão do turismo e contribuem muito para a definição de políticas públicas. São pesquisas embasadas em critérios técnicos e metodologias aplicadas por instituições renomadas, como a FIPE, FGV, Mtur, Dieese e também por consultorias contratadas para a formulação e elaboração de estudos", disse o secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes. "Os números norteiam estratégias do Governo do Estado e também da iniciativa privada", afirmou.

Ao todo, no ano passado, o Pará recebeu 1.030.359 turistas, 916.267 nacionais e 114.092 internacionais. Houve queda de 8% no fluxo de turistas nacionais, mas aumentou em 6% o fluxo de turistas internacionais. O crescimento de turistas estrangeiros no Pará é resultado da estratégia do Governo do Estado de atrair e consolidar voos internacionais, como as rotas para Lisboa (Portugal), Miami (Estados Unidos), Caiena (Guiana Francesa) e Paramaribo (Suriname).

"O Estado tem tido uma política bastante agressiva na captação de novas oportunidades de acessibilidade internacional. Então hoje temos voos diretos para a Europa, Estados Unidos e Caiena, que é uma ponte com a França metropolitana e Paramaribo, que promove uma integração muito grande não somente com o Caribe, mas também com a Holanda", disse Adenauer.

Outro aspecto positivo da atividade turística paraense foi a temporada de cruzeiros marítimos, que registrou 24.736 passageiros, mostrando crescimento desde 2013, com turistas vindo de países como Itália, EUA, Inglaterra, Alemanha. França, Japão e Reino Unido.

O supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, destacou a parceria de 18 anos na produção de números consistentes e também deu ênfase nas fontes buscadas para a obtenção de números sólidos. Ele avaliou de maneira positiva os números diante do atual cenário do país. "São três anos sem crescimento. Menos emprego, menos renda e menos viagens, e ainda com taxa de jutos elevados", pontuou, ao falar do decréscimo no número de turistas nacionais. Ainda assim, ele disse acreditar no início da retomada da atividade econômica a partir do segundo semestre de 2017, o que pode vir a favorecer o Círio de Nazaré, principal produto turístico paraense.

Fonte: http://www.agenciapara.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ALTER DO CHÃO ALÉM DAS PRAIAS

É de conhecimento geral que Alter do Chão é uma pequena vila localizada no coração da Amazônia, no município de Santarém – PA, com uma oferta inigualável de praias protegidas por florestas que combinam areia branca, água doce, morna e com cor tons de azul e verde que as vezes mais parece mar. Sua beleza é tão difícil de descrever que alguns jornalistas até chegaram a comparar com as praias do Caribe na tentativa de facilitar o entendimento comum. Porém, o que a maioria das pessoas não sabe é que Alter do Chão abriga uma oferta diversificada de atrativos turísticos naturais como lagos, floresta, serras e trilhas.

Foto: Rosenildes Guimarães


No dia 05 de fevereiro de 2017, uma equipe composta por técnicos da Secretaria Municipal de Turismo de Santarém, acompanhada por um guia de turismo e grupos de atletas amadores que praticam exercícios ao ar livre, como corredores e ciclistas,  realizaram uma visita técnica a Vila de alter do Chão, mas especificamente à Serra Piraoca, com o objetivo de mapear, com o auxílio de GPS, a trilha que conduz até o cume da serra, e ainda, verificar in loco o atual estado da trilha identificando pontos de alagamento e de erosão nos quais será necessário realizar manutenção corretiva.

Foto: Renata Paulo

A partir desta visita, a SEMTUR em parceria com outras instituições, elaborará um projeto de estruturação da trilha, o qual contemplará a instalação de placas de sinalização turística, placas com informações acerca do ecossistema no qual a trilha está inserida, placas com mensagens educativas relativas a conservação do meio ambiente, distribuição de lixeiras ao longo do percurso, criação de pontos de descanso, instalação de guarita e a proposição de um modelo de gestão e manutenção deste atrativo.

Foto: Karim Abu Bakr

O entendimento da SEMTUR é que a estruturação da trilha contribuirá com a diversificação da oferta turística de Alter do Chão, que vai muito além de sol e praia, possibilitando aos turistas o acesso a trilha com ou sem o auxílio de um guia de turismo, de forma que os mesmos terão mais autonomia para visitar e entender o atrativo. Já no caso de visitas acompanhadas do profissional guia de turismo, o mesmo terá várias ferramentas de apoio que enriquecerão a prestação de seu serviço.

O prazo para conclusão do projeto de estruturação da trilha da Serra Piraoca é até Junho de 2017.



 


sábado, 5 de março de 2016

ESPELEOTURISMO NA AMAZÔNIA

Entrevista com Rodrigo Motta, diretor de Turismo de Itaituba - PA

Carvena Paraíso - A maior caverna da Amazônia

Você já ouviu falar em espeleoturismo? Sabe do que se trata? E na Amazônia, é possível encontrar atividades de espeleoturismo? A reposta para esta última pergunta é sim! Sim, nós temos cavernas! E em grande quantidade, com pinturas rupestres, fósseis e tudo mais, porém pouco conhecidas. O Estado do pará é o segundo no ranking nacional de cadastramento de cavidades e na região o maior responsável por este resultado é o administrador Rodrigo Motta, o Indiana Jones da Amazônia.
Rodrigo Motta é natural do Rio Grande do Sul, mudou-se para o Pará em 1991 e atualmente ocupa o cargo de Diretor de Turismo do município de Itaituba, onde casou e teve dois filhos.
Graduado em Administração de Empresas e Pós-Graduado em Gestão e Educação Ambiental, Rodrigo Mota coleciona algumas experiências profissionais. Trabalhou no Banco Itaú, na Serabi Mineração com a função de Supervisor Administrativo e  na Prefeitura de Itaituba, onde exerceu as funções de Assistente Administrativo, Diretor de Movimentação de Valores, Secretário de Fazenda e atualmente de Diretor de Turismo.
A fascinação por esportes e por conhecer belezas naturais influenciou na indicação para assumir o cargo de Diretor de Turismo de Itaituba, função que exerce com profissionalismo e dedicação.
E por falar em esportes, Rodrigo já foi atleta profissional, jogou futebol na segunda divisão do campeonato gaúcho e vôlei. Atualmente prática Mountain Bike e já percorreu por duas vezes o trajeto Santarém/Itaituba de bicicleta e se arrisca também na prática do Montanhismo, tendo subido as 11 maiores montanhas do Brasil, tais como o Pico da Neblina - AM, Pico 31 de Março - AM, Pico da Bandeira - MG, Cristal - MG, Calçado - MG, Agulhas Negras - RJ, Pedra do Sino – RJ, Morro do Couto – RJ, Pedra do Altar – RJ, Pedra da Mina – SP e o Monte Roraima – RR.

Atualmente seu foco maior está no cadastramento das cavernas da região, que já conta com 215 cavidades registradas.
Confira abaixo a entrevista concedida ao blog.

Renata Paulo: Quais são os principais atrativos turísticos de Itaituba?

Rodrigo Motta: O Município de Itaituba destaca-se pela diversidade de belezas naturais, com ênfase para o Parque Nacional da Amazônia. O parque possui trilhas autoguiadas, é ideal para a observação de pássaros, além de possuir um mirante com vista magnífica para as corredeiras para o rio Tapajós. A trilha da Capelinha, também dentro dos limites do parque, é uma aventura religiosa por onde os peregrinos caminham por 42 km ida e volta.
Ganham destaque a Fonte Azul, belíssimo lago de cor azulada, a Maloquinha, Hotel fazenda situado às margens do rio Tapajós, as Comunidades de Vila Rayol e de São Luiz, por onde passam as corredeiras do Rio Tapajós, a Campinarana de Campo dos Perdidos, local semelhante à caatinga, com espécies endêmicas, que se estende por uma área de mais de 1000 hectares, a Comunidade de Santarenzinho, onde são encontrados artefatos indígenas, provavelmente dos índios Tapajó, além de várias corredeiras, cachoeiras e praias. 
Cabe esclarecer que a Diretoria de Turismo trabalha com a divulgação de atrativos regionais, visto que o deslocamento para tais locais se faz pelo Aeroporto de Itaituba. Desta forma, o Tabuleiro de Monte Cristo, local de desova de tartarugas, o distrito de Fordlândia, mega-projeto de plantio de seringueiras realizado pelo empresário Henry Ford, a Caverna Paraíso, maior caverna da Amazônia, várias cachoeiras e cavernas (muitas com pinturas e gravuras rupestres), fazem parte da divulgação por este município em virtude de sua proximidade com o Município de Itaituba e por sua importância turística, histórica e cultural.


RP: Sabemos que promover o desenvolvimento turístico de uma cidade do interior da Amazônia é um grande desafio. Qual a estratégia adotada pelo município para desenvolver o turismo em Itaituba?
RM: Após realizar a identificação e incorporação dos novos atrativos a oferta turística do munípio, inicialmente o objetivo foi levar ao conhecimento da sociedade itaitubense através da realização de passeios turísticos e palestras realizadas nas escolas do Município. Compartilhamos da ideia de que o morador local deve primeiramente conhecer os atrativos naturais da região, para aí então, atrair turistas de outras localidades.
Como estratégia foram elaborados o Mapa Turístico, folders, além da divulgação em revistas e jornais e na internet. 
Através da TV Liberal conseguimos emplacar várias reportagens a nível estadual e algumas veiculadas na Globo News.
Sou consciente que há muito o que se fazer, mas o nosso propósito está sendo alcançado, sendo consolidado pelas ações do Fórum Regional e do Governo do Estado, que visam fortalecer o turismo regional de turismo, e dos quais participamos ativamente.

Agora, vamos tratar de espeleoturismo...
Caverna localizada no município de Rurópolis - PA


RP: Na sua opinião o que é espeleoturismo?

RM: É o turismo realizado nas cavidades naturais, ou seja, nas cavernas.


RP: Quais são as modalidades existentes de espeleoturismo?

RM: O espeleoturismo possui três modalidades, as realizadas por grupos de espeleologia, onde se alcançam as profundezas das cavidades através da exploração, a prática da atividade turística em cavernas adaptadas à visitação, com passarelas, corrimões, escadas e iluminação e a modalidade religiosa, onde a cavidade é transformada em um templo.

RP: Como você despertou o interesse pela exploração de cavernas?
RM: Sou amante dos esportes e das atividades ligadas à natureza e certo dia, pesquisando na internet deparei-me com uma reportagem sobre a Caverna Paraíso, maior caverna de exploração paraense, publicada pelo Grupo Redespeleo de São Paulo. Na mesma semana, juntamente com meu filho Matheus e o amigo Antoniel parti em direção à caverna com as informações extraídas do site.
Após a visitação e encantado com tudo que havia visto, comecei a pesquisar e conhecer mais cavernas na região, o que levou a me associar na SBE – Sociedade Brasileira de Espeleologia e a começar a cadastrar as naturais existentes na região oeste do Pará.

RP: Qual a sua opinião sobre o potencial da região do Tapajós para a prática do espeleoturismo?
RM: Fantástico! Na região oeste existem muitas montanhas e paredões rochosos propícios ao desenvolvimento de cavidades, prova do êxito das nossas explorações, descobertas e cadastramento de cavernas. O município de Rurópolis é um verdadeiro paraíso de cavidades naturais, muitas delas com pinturas e gravuras rupestres. No ranking de cavidades por município, ocupa hoje a 5ª posição, com 152 cavernas cadastradas.
Caverna localizada no município de Rurópolis - PA
RP: Já existem roteiros turísticos formatados especificamente para a exploração de cavernas na região? Se sim, quem comercializa?
RM: Não existem roteiros turísticos formatados com essa finalidade, até por que existem muitos riscos e os guias devem ser profundos conhecedores das práticas espeleológicas, dos itens de segurança, bem como, especificamente da cavidade que se vai adentrar.
Na região existem dois grupos de espeleologia, o Brucutú de Uruará e o GEES – Grupo Espeleológico Erismar Silva, que é o grupo ao qual pertenço, de Itaituba.
Pela prática e conhecimento, os integrantes são as pessoas indicadas para o acompanhamento nas cavernas da região.

RP: Já foram catalogadas quantas cavernas na região? Em quais municípios? 
RM: No momento temos 215 cavidades cadastradas na SBE, assim distribuídas:
Aveiro – 15
Itaituba – 23
Placas - 06
Rurópolis – 152
Santarém – 13
Uruará – 06
Cabe ressaltar que o estado do Pará é o segundo maior estado em quantidade de cavernas com 797 cavidades cadastradas, superado somente por Minas Gerais que possui 1.954 cavidades.
No Ranking de munícipios São Geraldo do Araguaia com 471 cavidades ocupa a 1ª e Rurópolis ocupa a 5ª posição, ambas no Pará.

RP:  Como é o processo de prospecção das cavernas?
RM:  O processo utilizado pelo GEES é o de exploração, descobrimento e cadastramento de cavidades. Se dá a partir de informação dos moradores locais e de incursões aos paredões rochosos existentes na região. Essas descobertas tem atraído dezenas de pesquisadores tendo em vista a riqueza de vida subterrânea e de achados arqueológicos nessas cavidades.

RP: Alguma das cavernas catalogadas possui algum tipo de infraestrutura que permita a visitação turística?
RM: Nenhuma cavidade da região possui infraestrutura turística, até por que necessitam de estudos de impacto ambiental e consequente autorização para que sejam dotados de tal infraestrutura.
Particularmente essa forma selvagem e natural em que as cavernas se encontram me atrai muito mais, mas é lógico que são muito mais perigosas e carecem de uma atenção redobrada com a segurança.

RP: Quais são os equipamentos necessários para a exploração de cavernas? E quais os cuidados necessários? 
RM: O ideal é usar calças e camisas de mangas longas que favoreçam a locomoção (visto que serão transpostos vários obstáculos), luvas, perneiras para a proteção contra serpentes, botas, máscaras de proteção, capacete e lanternas (individual), material para rapel quando for o caso. Em alguns pontos, onde é preciso rastejar, sugere-se o uso de joelheiras. Importante também levar água, frutas, biscoitos ou barras de cereais. É imprescindível sempre avisar a alguém onde se pretende ir, qual cavidade ou local, e qual horário estimado de retorno, para que em caso de demora o seu grupo possa ser localizado com facilidade. As cavidades localizam-se em áreas de pastagem ou de floresta e como em todo o local natural, é importante que medidas de segurança sejam tomadas contra a picada de insetos ou serpentes, proteção dos raios solares e chuvas, quedas, torções de tornozelo ou joelho. Cabe salientar que apesar de todos os perigos expostos, nesses seis anos de práticas espeleológicas, com o acompanhamento de vários grupos, nunca tivemos nenhum acidente.

RP: Recentemente você realizou uma expedição em Santarém, pela praia, mas precisamente entre as praias de Ponta de Pedras e Alter do Chão. Compartilhe as descobertas ao longo desse caminho.
RM: Nas viagens de lancha que fiz no ano passado, no trecho Itaituba/Santarém, observava que nas imediações da Ponta do Cururú existiam pequenas cavidades.
Com base nessa ideia, no dia primeiro de janeiro deste ano, acompanhado de meus filhos Matheus e Fernanda, saímos de Alter do Chão e caminhamos até tais locais onde pude comprovar a existência destes abrigos.
Diante deste fato, convidei o estudante de Biologia da FIT, Makyson Barros, a fazer o trajeto Ponta de Pedras/"Alter"com o objetivo de marcar as coordenadas destes abrigos, bem como identificar em cada um deles a fauna existente, tamanho estimado, litologia (tipo de rocha) e outros detalhes importantes para o cadastramento das cavidades.
Neste trajeto foram encontrados e cadastrados 09 (nove) abrigos, todos com nomes regionais, por exemplo: Abrigo Ponta do Cururú, Abrigo Santarém, Abrigo Alter do Chão.
Vi como fator positivo a limpeza da praia por grande parte deste percurso e a grande quantidade de fauna encontrada, dentre elas aves, bandos de quatis e pegadas de onça na praia.
Preocupa-me o fato da abertura de estradas que dão acesso à veículos entre essas duas praias (Ponta de Pedras e Alter). A visitação de forma desordenada pode acabar com essa riqueza natural.
Soube da existência de um grupo de pessoas que se organiza para limpar a praia no trecho Santarém/Alter do Chão e aproveito para parabenizá-los pela iniciativa, que também leva à conscientização ambiental da população em geral.
Praia de Ponta de Pedras, Santarém - PA
Cavidade encontrada no município de Santarém - PA, no trecho Ponta de Pedras/Alter do Chão

Cavidade encontrada no município de Santarém - PA, no trecho Ponta de Pedras/Alter do Chão

Cavidade encontrada no município de Santarém - PA, no trecho Ponta de Pedras/Alter do Chão

RP: Na sua opinião, o que falta para estruturar esse segmento turístico na região?
RM: Falo com certo melindre deste segmento turístico em virtude da complexidade e da fragilidade destes ambientes. No momento não vejo como viável essa exploração turística sem que tenhamos guias especializados para acompanhar os turistas.
Cito o exemplo das cavidades de Rurópolis onde a grande maioria está intocável, mas algumas, situadas próximas à cidade estão tomadas pelo lixo e com várias pichações.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

08 MOTIVOS PARA VISITAR O CRISTO REI CENTRO DE ARTESANATO DO TAPAJÓS

Cristo Rei Centro de Artesanato do Tapajós

Inaugurado em 22 de Junho de 2015, o Cristo Rei Centro de Artesanato do Tapajós é o mais novo equipamento turístico do município de Santarém. Idealizado pelo governo municipal para acolher os artesãos da região do Tapajós o prédio, de propriedade da Diocese de Santarém, foi cuidadosamente reformado e abriga 12 lojas estrategicamente organizadas por região produtiva do município, contemplando diversas comunidades tradicionais da região do Tapajós.

De Junho a Dezembro de 2015 o Cristo Rei recebeu um total de 18.290 visitantes, no mesmo período foi comercializado um montante de 19.216 peças de artesanato, o que gerou um total de faturamento da ordem de R$ 304.813,50 (Fonte: SEMDETUR).

O advento do centro de artesanato contribui com a diversificação da oferta turística e com o desenvolvimento econômico do município, por meio da produção artesanal entendida como fonte geradora de ocupação e renda para a população local.

1 – Diversidade de oferta 
O Cristo Rei Centro de Artesanato do Tapajós reúne uma coletânea diversificada de artesãos oriundos de diferentes comunidades da região do Tapajós, o que contribui para que a oferta da produção artesanal encontrada no equipamento seja bastante variada. No Cristo Rei é possível adquirir produtos artesanais de comunidades localizadas na Floresta Nacional do Tapajós, na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns, na Vila de Alter do Chão, nas comunidades de várzea e na sede do município. Cuias pintadas e bordadas, cestarias, cerâmica, bonecas de pano, biojóias, esculturas de madeira, peças de couro ecológico e artefatos indígenas são alguns dos produtos que podem ser adquiridos no local.   

Corredor do Cristo Rei
 2 – Compre direto do artesão
No Cristo Rei o turista tem a oportunidade de interagir diretamente com o artesão e obter informações detalhadas acerca do processo de produção do objeto e da unidade produtiva na qual ele foi fabricado, com a vantagem de não comprar de atravessadores e ter que pagar a mais pelo objeto.

3 – Incentivo a produção artesanal
Ao adquirir uma peça de artesanato no Cristo Rei o turista contribuirá para a valorização e fortalecimento da cultura local, para o incremento de renda de várias famílias através da geração de negócios e para o escoamento da produção artesanal do Tapajós.

4 – Facilidade de Acesso
O Cristo Rei Centro de Artesanato do Tapajós está localizado no centro comercial da cidade, situado à travessa Barão do Rio Branco entre as avenidas São Sebastião e Rui Barbosa. A maioria dos ônibus que circula no município, seja na linha urbana ou não, para em pontos localizados próximos ao equipamento.

5 – Alimentos e Bebidas
Além de artesanato, no Cristo Rei é possível saborear pratos típicos paraenses como tacacá, vatapá, maniçoba, farofa de piracuí com banana, tapiocas diversas e sorvetes de frutas regionais como o açaí, cupuaçu e castanha-do-pará, um verdadeiro encontro com a cultura local.

6 - Infraestrutura e serviços de Apoio ao Turista
O prédio que abriga o Cristo Rei Centro de Artesanato do Tapajós foi adaptado para satisfazer as exigências e necessidades dos usuários, sejam estes visitantes ou expositores. O imóvel foi equipado com balcão de informações turísticas, banheiros, caixas eletrônicos, internet wi-fi gratuita, praça de alimentação, estacionamento, palco para apresentações culturais e artísticas, além de proporcionar facilidade de acesso para portadores de mobilidade reduzida como rampas, vagas para estacionamento e banheiros adaptados.

Caixas eletrônicos

7 – Originalidade do artesanato
No Cristo Rei é possível encontrar peças decorativas e utilitárias consideradas ícones do artesanato local, tais como Cerâmica Tapajó, Trançados do Arapiuns e as Cuias de Aritapera, estas últimas instituídas como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará, por meio da Lei Estadual nº. 7.316 e como Patrimônio Cultural Brasileiro, por meio de registro no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de 11 de Junho de 2015. 

Cuias de Aritapera

8 - PLANTAS E FLORES
O segmento de plantas e flores também foi contemplado com um espaço exclusivo no Cristo Rei Centro de Artesanato do Tapajós, no qual pequenos produtores locais expõem e comercializam sua produção.  

O Cristo Rei está aberto para visitação de segunda a sábado, das 09:00 h as 20:00 h.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O CARNAVAL DE ALTER DO CHÃO CRESCEU E APARECEU


Blocos de rua CARNALTER (Foto: Santarém Tur)

CARNALTER, este é o nome do carnaval realizado “no melhor destino turístico do Pará que é Alter do Chão”, segundo Patrícia Servilha (consultora da empresa Chias Marketing).

Localizada a 32 km do centro da cidade de Santarém, Alter do Chão sedia um dos maiores carnavais da região do Tapajós. O evento cresceu em quantidade de público e receita e há tempos deixou de ser uma despretensiosa brincadeira de "mela-mela" (que consiste em um brincante sujar o outro com amido de milho), da qual participavam apenas os moradores da Vila e os residentes em Santarém, que tinham casa de veraneio em Alter do Chão e iam para a Vila nesse período objetivando usufruir da tranquilidade e da oferta de atrativos naturais.

Na edição 2015 do evento foram identificados, por meio de pesquisa de demanda realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Turismo (SEMDETUR), visitantes oriundos das cinco regiões brasileiras residentes nas cidades de Belém e região metropolitana, Manaus, Macapá, Roraima, Fortaleza, Maranhão, Brasília, Mato Grosso, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, além residentes no Estado do Rio Grande do Sul e de cidades pertencentes ao Pólo Tapajós de Turismo.

O cenário paradisíaco de Alter do Chão, a brincadeira de "mela-mela" e a existência de blocos, cujos nomes sugerem interpretações de duplo sentido são os principais atrativos do CARNALTER. Os blocos multiplicaram-se tão rápido que ficou difícil quantificá-los, estes surgem proporcionalmente a criatividade dos santarenos e esta é ilimitada.

Segundo dados cedidos pelo Corpo de Bombeiros de Santarém, Alter do Chão recebeu aproximadamente 50 mil brincantes durante o CARNALTER. A partir de cálculos realizados pelo Observatório do Turismo de Santarém (SEMDETUR), estima-se que estes participantes geraram uma receita de R$ 10.512.187, 50 durante o evento. Calcula-se que desse total de 50 mil brincantes, aproximadamente 7.500 pessoas eram turistas (Consideram-se turistas aqueles que residem em outra cidade, Estado ou país e que deslocam renda do pólo emissor para o pólo receptor). Por sua vez, estes turistas movimentaram R$ 8.409.750,00 de reais durante os 05 dias de permanência em Alter do Chão e foram os responsáveis por 80% de toda receita gerada no CARNALTER.

Não há dúvidas de que o CARNALTER ganhou status de evento com capacidade de atração turística e, portanto, motivador do aquecimento da economia local, uma vez que movimenta toda a cadeia produtiva de turismo de Alter do Chão, que atualmente conta com hotéis, pousadas, albergues, bares, restaurantes, guias de turismo, agências de receptivo, lojas de artesanato, serviços de transporte, opções de lazer e entretenimento e opções esportivas e recreativas, tal impacto positivo na economia local reverbera ao longo da rodovia Everaldo Martins  até a sede do município.



PERFIL SÓCIO DEMOGRÁFICO DO TURISTA QUE FREQUENTA O CARNALTER



A pesquisa de demanda realizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Turismo - SEMDETUR, durante o CARNALTER 2015 identificou que a maioria do público que frequenta o evento é do sexo feminino (51%); a faixa etária predominante está compreendida entre 36 e 45 anos; 44% da amostra atua no mercado de trabalho como profissional liberal; 52% dos inquiridos são casados; a maioria (52%) possui nível superior; a faixa de renda está entre 01 a 05 salários mínimos; a maioria dos participantes é oriunda das cidades de Manaus (30%) e de Belém (28%); 46% dos entrevistados viaja na companhia da família, enquanto que 26% viajam acompanhados em grupos mistos de familiares e amigos; os meios de hospedagens formais mais utilizados pelos respondentes foram hotéis (39%) e pousadas (24%), enquanto que 37 % da amostra hospedou-se na casa de amigos e parentes; metade dos entrevistados visitou Alter do Chão pela primeira vez; 94% dos turistas utilizaram transporte aéreo para chegar a Santarém; para deslocar-se dentro do município 58% dos entrevistados alugaram um carro e 25% optou pelo serviços de táxi; conhecer a cultura local foi o principal fator motivador da viagem, segundo 40% da amostra; e a grande maioria dos participantes (70%) respondeu que souberam do evento através de parentes e amigos e 100% dos entrevistados afirmaram que tem intenção de voltar a Santarém e a Alter do Chão em outra oportunidade, o que significa que as expectativas dos turistas foram atingidas e até superadas, como informado na pesquisa, fato que aumenta a responsabilidade da coordenação do evento, da cadeia produtiva do turismo e do poder público municipal  no sentido de melhorar ainda mais a organização do CARNALTER, a prestação de serviços turísticos e a infraestrutura da cidade, em especial de Alter do Chão, o melhor destino turístico do Pará.



O CARNALTER 2016 acontece no período de 06 a 09 de Fevereiro, na Praça do Çairé. 



Fonte: SEMDETUR 

DEFINIDA NOVA SUBDIVISÃO TURÍSTICA DO PÓLO TAPAJÓS

Rodrigo Motta (Diretor de Turismo de Itaituba), Adenauer Góes (Secretário de Estado de Turismo), Valdir Matias Jr. (Secretário Municipal de Desenvolvimento e Turismo de Santrém) e Sandro Inomata (Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Óbidos)

Aconteceu no dia 29 de Janeiro de 2016, na cidade de Santarém (PA), a Oficina de Regionalização do Turismo, cujo objetivo principal é atualizar o mapa do turismo brasileiro. Atualmente o mapa apresenta em seu esboço 3.345 municípios turísticos, distribuídos em 303 regiões turísticas. 

Segundo o Ministério do Turismo, região turística é o espaço geográfico que apresenta características e potencialidades similares e complementares, capazes de serem articuladas e que definem um território, delimitado para fins de planejamento e gestão.

Como resultado da oficina, a região turística definida no ordenamento turístico do Estado do Pará como Pólo Tapajós, composta por 19 municípios, foi dividida em 02 sub-regiões: Baixo Amazonas, da qual fazem parte os municípios de Alenquer, Almerim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Santarém e Terra Santa e Tapajós composta pelas cidades de Aveiro, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Rurópolis e Trairão.

Na oportunidade também foram definidos os interlocutores de cada sub-região, os quais tem por responsabilidade apresentar demandas ao interlocutor da macro-região do Tapajós e, ainda, alimentar o sistema de gestão que será disponibilizado em breve pelo Ministério do Turismo. Os interlocutores foram indicados pelos representantes municipais da pasta de turismo presentes no evento. Dessa forma, responde pela sub-região do Tapajós o Sr. Rodrigo Motta (Diretor de Turismo do município de Itaituba), pela região do Baixo Amazonas o Sr. Pablo Carrasco (Secretário de meio Ambiente e Turismo de Belterra) e pela macro-região do Tapajós o Sr. Emanuel Júlio Leite (Chefe de Divisão de Marketing Turístico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Turismo de Santarém).


Fátima Guerreiro (Oriximiná) e Adenauer Góes 

Adenauer Góes e representante do município de Juruti
Ainda durante a oficina, o Secretário de Estado de Turismo, Sr. Adenauer Góes, entregou o Inventário da Oferta e Infraestrutura Turística dos municípios de Oriximiná e Juruti, aos seus respectivos representantes presentes no evento.